Mensuração e ROI

Atribuição Multi-Touch: Primeiro, Último ou Todos?

BS

Bruno Schuck

Analista de Sistemas

Publicado em 6 de julho de 20267 min de leitura
Imagem de capa do artigo: Atribuição Multi-Touch: Primeiro, Último ou Todos?
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A jornada de compra raramente tem um único toque. O cliente descobre a marca num anúncio, volta por uma busca, é lembrado por um e-mail e só então compra. A pergunta da atribuição é: qual desses toques merece o crédito da venda? A resposta muda completamente as decisões de verba.

Este guia explica os principais modelos de atribuição e por que o multi-touch, apesar de mais complexo, costuma dar a leitura mais justa.

Por que a atribuição importa

Atribuição é a regra que decide quem leva o crédito por uma venda quando vários canais participaram. Parece detalhe técnico, mas é o que determina onde você coloca mais verba. Se o modelo dá todo o crédito ao último clique, canais de descoberta (que iniciam jornadas) parecem inúteis e perdem orçamento — mesmo sendo eles que trazem gente nova.

Escolher mal o modelo não é erro de relatório: é erro de estratégia, que se paga em verba mal alocada mês após mês.

Primeiro clique x último clique

Os dois modelos mais simples são os mais enganosos quando usados sozinhos:

  • Primeiro clique: todo o crédito vai para o canal que iniciou a jornada. Supervaloriza a descoberta e ignora quem fechou.
  • Último clique: todo o crédito vai para o último canal antes da venda. Supervaloriza o fundo de funil e apaga quem plantou a semente.
Onde cada modelo dá o crédito: primeiro clique, último clique e linear distribuem o mérito de formas bem diferentes
Onde cada modelo dá o crédito: primeiro clique, último clique e linear distribuem o mérito de formas bem diferentes

O último clique é o padrão da maioria das ferramentas — e por isso tanta gente subinveste em topo de funil sem perceber.

Atribuição linear e multi-touch

O modelo linear distribui o crédito igualmente entre todos os toques da jornada. Modelos multi-touch mais sofisticados dão pesos diferentes (mais para o primeiro e o último, ou decaindo com o tempo). O ponto comum é reconhecer que a venda foi construída por vários pontos de contato.

A jornada real: Google descobre, Instagram considera, e-mail nutre e a venda fecha — vários toques, não um só
A jornada real: Google descobre, Instagram considera, e-mail nutre e a venda fecha — vários toques, não um só

Isso conversa diretamente com o que vimos em atribuição server-side pós-iOS 14: sem dados consistentes ao longo da jornada, qualquer modelo multi-touch fica cego em pedaços do caminho.

Como escolher o modelo certo

Não existe modelo perfeito, existe modelo adequado ao seu ciclo de venda. Ciclos curtos e de compra por impulso toleram o último clique. Ciclos longos, com muitos pontos de contato e nutrição, precisam de multi-touch para não punir injustamente os canais de topo.

O pré-requisito, em qualquer caso, é enxergar a jornada inteira com a origem preservada — o que a atribuição de marketing do LeadInsight faz ao ligar cada toque ao funil de vendas digital. Se preferir a definição formal, veja o termo no glossário de atribuição multi-touch.

Perguntas frequentes

Conclusão

A atribuição decide, na prática, onde seu dinheiro vai. Último clique é simples e às vezes suficiente; mas quando a jornada tem vários toques, só o multi-touch evita punir os canais que trazem gente nova. Escolher o modelo é escolher enxergar a jornada inteira.

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Perguntas frequentes

É o modelo de atribuição que distribui o crédito de uma venda entre os vários pontos de contato da jornada, em vez de dar tudo a um único toque. Reconhece que descoberta, consideração e fechamento envolvem canais diferentes.

O primeiro clique dá todo o crédito ao canal que iniciou a jornada; o último clique dá todo o crédito ao canal imediatamente antes da venda. Cada um enxerga só uma ponta do caminho.

Porque ele apaga os canais que iniciaram e nutriram a jornada, fazendo a descoberta parecer inútil. Isso leva a cortar verba de topo de funil que, na prática, alimenta as vendas atribuídas ao fundo.

Depende do ciclo de venda. Ciclos curtos e de impulso toleram o último clique; ciclos longos, com muitos toques e nutrição, pedem modelos multi-touch para não subvalorizar o topo do funil.

Enxergar a jornada completa com a origem de cada toque preservada, do primeiro clique à venda. Sem rastrear os pontos de contato de ponta a ponta, o modelo fica cego em partes do caminho.

Serve sempre que a jornada tem mais de um toque relevante. Mesmo operações pequenas se beneficiam de não punir canais de descoberta, desde que consigam rastrear a origem ao longo do funil.
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Bruno Schuck

Analista de Sistemas